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Os 33 Mandamentos da Maçonaria

I
Adora o Grande Arquiteto do Universo.

II
O verdadeiro culto que se pode tributar ao Grande Arquiteto do Universo consiste nas boas obras.

III
Tem sempre a tua alma em estado de pureza, para que possas aparecer de um momento para outro na presença do Grande Arquiteto do Universo.

IV
Não sejas fácil em te encolerizar, a ira é sinal de fraqueza.

V
Escuta sempre a voz de tua consciência.

VI
Detesta a avareza, porque, quem ama demasiado as riquezas, nenhum fruto tirará delas, consistindo isso em egoísmo.

VII
Na senda da honra e da justiça está a vida, o caminho extraviado conduz à morte espiritual.

VIII
Faz o bem pelo próprio bem.

IX
Evita as questões, previne os insultos e procura sempre ter a razão do teu lado.

X
Não te envergonhes do teu destino, pensa que este não te desonra nem te degrada; o modo como desempenhas a tua missão é que te enaltece ou amesquinha perante os homens.

XI
Lê e medita, observa e imita o que for bom, reflexiona e trabalha, ocupa-te do bem-estar dos teus irmãos e trabalharás para ti mesmo.

XII
Contenta-te com tudo e com todos.

XIII
Não julgues superficialmente as ações de teus irmãos. O julgamento pertence ao Grande Arquiteto do Universo, porque só Ele pode sondar o coração das criaturas.

XIV
Sê entre os profanos, sem rudeza, superior sem orgulho, humilde sem baixeza, e entre os irmãos, firme sem obstinação, severo sem inflexibilidade e submisso sem servilismo.

XV
Justo e valoroso, defende o oprimido e protege a inocência, não exaltando jamais os serviços prestados.

XVI
Exato observador dos homens e das coisas, atende unicamente ao mérito pessoal de cada um, seja qual for a camada social, posição e fortuna a que pertença.

XVII
Se o Grande Arquiteto do Universo te der um filho, agradece, mas cuida sempre do depósito que te confiou. Sê, para essa criança, a imagem da providência. Faz com que até aos 12 anos tenha temor de ti, até aos 20 te ame e até a morte te respeite. Até aos 12 anos sê o seu mestre, até aos 20 seu pai espiritual e até a morte seu amigo. Pensa mais em dar-lhe bons princípios do que belas maneiras, que te deva retidão esclarecida e não frívola elegância. Esforça-te para que seja um homem honesto, avesso a qualquer astúcia.

XVIII
Ama o teu próximo como a ti mesmo.

XIX
Não faças o mal, embora não esperes o bem.

XX
Estima os bons, ama os fracos, atende aos maus e não ofendas a ninguém.

XXI
Sê o amparo dos aflitos, cada lamento que tua dureza provocar são outras tantas maldições que cairão sobre a tua cabeça.

XXII
Com o faminto reparte o teu pão, aos pobres e forasteiros dá hospitalidade.

XXIII
Dá de vestir aos nus, mesmo em prejuízo do teu conforto.

XXIV
Respeita o peregrino nacional ou estrangeiro e auxilia-o sempre.

XXV
Não lisonjeies nunca teu irmão, isso corresponde a uma traição; se te lisonjearem, receia que te corrompam.

XXVI
Respeita a mulher, não abuses jamais de sua debilidade, defende-a sempre, antes queira morrer do que desonrá-la.

XXVII
Fala moderadamente com os pequenos, prudentemente com os grandes, sinceramente com os teus iguais e os teus amigos, docemente com os que sofrem, mas sempre de acordo com a tua consciência e princípios de sã moral.

XXVIII
O coração dos justos está onde se pratica a virtude e o dos tolos onde se festeja a vaidade.

XXIX
Não prometas nunca sem a intenção de cumprir, ninguém é obrigado a prometer, mas prometendo é responsável.

XXX
Dá sempre com satisfação, porque mais vale uma negativa delicada do que uma esmola que humilhe.

XXXI
Suporta tudo com resignação e tem sempre confiança no futuro.

XXXII
Faz do teu corpo um templo, do teu coração um altar, e do teu espírito um apóstolo do amor, da verdade e da justiça.

XXXIII
Concentra, ao menos uma vez por dia, todas as vibrações da tua alma, no sentido de estares em contato com o Grande Arquiteto do Universo.